Câmara aprecia pedido de cassação contra Ladeia, vice e 4 vereadores
Publicado; 24/08/2011 Filed under: Tangará da Serra | Tags: CP, Ladei Leave a comment »Andréa Haddad – RD News
A Câmara de Tangará da Serra julga, a partir da manhã desta quarta (24), o pedido de cassação dos mandatos do prefeito e vice, Júlio César Ladeia (PR) e José Jaconias (PT), respectivamente, e de mais quatro vereadores. Todos foram afastados dos cargos em 11 de julho deste ano, pelo juiz Jamilson Haddad Campos, da Quarta Vara Cível da Comarca de Tangará.
O relatório da Comissão Processante (CP) foi entregue nesta segunda (22) pelos membros, Jeane Rodrigues (presidente), Gilcélio Luiz Peres (relator) e Roque Fritzen (membro). Além de Ladeia e Jaconias, podem perder os mandatos os vereadores Genilson Komazae (PR), Celso Ferreira (DEM), Haroldo Ferreira de Lima (DEM) e Paulo Porfírio (PR). Todos foram alvos de uma Comissão Especial de Investigação que apresentou relatório pela instauração de uma Comissão Processante para emitir parecer, a ser apreciado em plenário, pela cassação dos supostos envolvidos no rombo estimado em R$ 6 milhões aos cofres do município.
Eles foram afastados do cargo a pedido do promotor de Justiça Antônio Moreira da Silva, por improbidade administrativa, tráfico de influência e indícios de recebimento de propina para votar a favor do projeto que estabeleceu o termo de parceria com a Oscip Idheas, em 2009.
À época, o município terceirizou o serviço de Saúde. O termo de parceria teve que ser rescindido, em abril de 2010, devido à operação Hygeia, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suposto esquema de corrupção envolvendo o Idheas.
CP da Saúde: Testemunhas sofrem intimidação de defensores dos réus
Publicado; 23/07/2011 Filed under: Tangará da Serra | Tags: CP, Jaconias, Júlio César Ladeia, Odair José da Silva Dias Leave a comment »SERGIO ROBERTO / Redação DS
A pressão sobre as testemunhas que prestam depoimento tem sido fator de morosidade para os trabalhos da Comissão Processante que julga os agentes políticos envolvidos no Escândalo da Saúde. Ontem, somente uma oitiva perdurou por cerca de 10 horas.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Odair José da Silva Dias, se apresentou por volta das 08h para a oitiva. Ao pôr do sol, Odair seguia em depoimento, sob perguntas principalmente dos advogados de defesa Mário de Sá e Giorgio Aguiar da Silva, defensores do prefeito afastado, Júlio César Ladeia.
Num determinado momento, a testemunha chegou a ouvir ameaças. Com o dedo indicador direito em riste a poucos centímetros do rosto de Odair, Mário de Sá interpelou o depoente sobre uma determinada passagem da oitiva. Sentindo-se ofendido e constrangido, Odair solicitou à CP que tal episódio fosse registrado em ata.
Segundo informações obtidas pelo DS, há grande possibilidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ser acionada para interpelar o defensor quanto à sua conduta diante de um cidadão que presta depoimento numa questão delicada como o procedimento oficial que ocorre no Legislativo e que tem grande interesse público.
O depoimento de Odair Dias foi centrado na ilegalidade da contratação da oscip Idheas, nos indícios de falsificação do contrato de prorrogação da parceria e em outros episódios do Escândalo da Saúde, como o esvaziamento de uma reunião do Conselho Municipal de Saúde que teria sido articulado pelo secretário Mário Lemos e pelo vice-prefeito José Jaconias.
O impacto negativo causado pelo depoimento de Odair Dias em relação à causa dos réus gerou manifestações de descontentamento de algumas pessoas ligadas ao prefeito afastado pela Justiça e acusado de ser o mentor do Escândalo da Saúde, Júlio César Ladeia (PR).
Numa das situações de constrangimento, o ex-superintendente de governo de Ladeia, Divimar João Martins – popular “Jacaré” - acompanhava o depoimento e, numa manifestação de reprovação ao depoimento de Odair Dias, acabou entrando em breve discussão com a esposa do depoente.
“Deram de dedo, tentaram fazer de tudo para intimidar o Odair, mas ele seguiu firme e honrou a verdade”, disse a esposa do depoente, que não escondia a revolta com o tratamento dispensado ao marido pelos defensores contratados por Júlio César Ladeia e com outras situações, como a discussão com Jacaré.
SECRETÁRIO – Numa das passagens da oitiva, Odair chegou a citar pressão exercida por membros do Executivo à época em que a contratação do Idheas foi efetivada. “Recebi pressões do doutor Gustavo Piola e de Edirson José de Oliveira”, disse. Edirson, naquela ocasião, respondia pela Controladoria Interna da prefeitura.
Indagado pelo DS, o atual secretário municipal de Administração negou que tenha pressionado pela contratação do Idheas. Segundo Edirson, a contratação do instituto não passou pelo crivo da Controladoria, sendo uma decisão exclusiva e de inteira responsabilidade do prefeito Júlio César Ladeia e contando com aprovação da maioria dos vereadores (Celso Ferreira e Haroldo Lima (DEM), Celso Vieira (PP), e Genílson Kezomae e Paulo Porfírio, ambos do PR.
Edirson disse, ainda, que nunca foi favorável à parceria, tanto que participou da auditoria interna que apontou irregularidades na contratação.
SEQUÊNCIA – Após o depoimento de Odair, seguiram-se as oitivas de Juliana Herrero e do ex-secretário Mário Lemos de Almeida. Na sequência, estavam previstas as oitivas do assessor jurídico afastado da prefeitura, Gustavo Franco Piola, e o ex-secretário municipal de Administração Ériko Sandro Suares.
ORDEM PREVISTA – Quanto ao pedido de nulidade dos depoimentos solicitada pelos defensores dos réus, sob justificativa de erro na ordem das oitivas, o Decreto Lei 201/67, que embasa a CP, é claro em seu artigo 5º, Parágrafo III, prevendo a ordem dos depoimentos: “(…) Se a Comissão opinar pelo prosseguimento, o Presidente designará desde logo, o início da instrução, e determinará os atos, diligências e audiências que se fizerem necessários, para o depoimento do denunciado e inquirição das testemunhas”.
Comissão Processante entregou relatório na tarde de ontem
Publicado; 14/07/2011 Filed under: Tangará da Serra | Tags: CP, Jaconias, Júlio César Leave a comment »Formada através da Resolução 166, de 13 de junho de 2011, a Comissão Processante foi composta para efetiva continuidade aos trabalhos de apuração dos fatos e das eventuais responsabilidades da Administração Municipal, nas pessoas dos Senhores Júlio Cesar Davoli Ladeia e José Jaconias da Silva, respectivamente prefeito e vice-prefeito Municipal, e os vereadores Celso Ferreira de Sousa, Haroldo Ferreira de Lima, Genilson André Kezomae e Paulo Porfírio, assegurando-se aos mesmos a manifestação e o exercício de ampla defesa, observado com o máximo rigor os critérios definidos na Legislação vigente, em especial no Decreto-Lei 201/67.
Após sorteio a Comissão Processante ficou formada com Geane Rosemar Fernandes Rodrigues, presidente, Amauri Paulo Cervo, relator e Roque Fritzen, membro.
Seguindo todas as normativas e prazos que determinam os trabalhos da CP e analises das defesas apresentadas dos envolvidos na apuração concluíram os trabalhos na tarde desta quarta-feira (13) protocolando junto a Secretaria da Câmara Municipal.
De acordo com a presidente Geane, “nós três que formamos a Comissão Processante trabalhamos incansavelmente nestas últimas semanas das 7 as 11 e das 13 às 17 horas, lendo, relendo, analisando todo o relatório da CEI juntamente com toda documentação que a mesma produziu, todas as defesas prévias enviadas pelos envolvidos e chegarmos às conclusões”, disse ela.
A presidente Geane agradeceu o membro, Roque Fritzen e o relator, Amauri Paulo Cervo pelo empenho junto aos trabalhos da CP.
Para o relator Amauri Paulo Cervo, “foi árduo, nestes dias procuramos analisar toda documentação produzida na CEI, as que foram anexadas a CP as defesas prévias dos envolvidos e buscamos na legislação a ampla defesa do contraditório e desta forma concluir nossos trabalhos junto a Comissão Processante para o qual fomos convocados”, enfatizou.
O relatório produzido pela CP tem 27 páginas e foi protocolado as 15h38 desta quarta-feira (13), sob número 000648.
O relatório conclusivo por unanimidade dos membros da Comissão Processante foi pela continuidade do processo de acordo com o que determina o artigo 5º, inciso III do Decreto-Lei 201/67.
Lauro Vaccari



