Justiça deve saber coisas que não foram reveladas, afirma deputado
Publicado; 17/07/2011 Filed under: Tangará da Serra | Tags: Antônio Moreira da Silva, Júlio Ladeia, José Jaconias, Wagner Ramos Leave a comment »Patrícia Sanches e Valérya Próspero – RD News
O deputado estadual Wagner Ramos (PR) lamentou a crise política instaurada em Tangará da Serra, sua principal base eleitoral, por entender que o troca-troca de gestores é ruim para o município. Ele ressalta, entretanto, que se a Justiça afastou o prefeito Júlio Ladeia (PR), que já estava fora da gestão por decisão da Câmara, o vice José Jaconias (PT), que comandava a cidade e outros quatro vereadores, é porque deve ter conhecimento de informações e provas que ainda não foram divulgadas. “Ela (Justiça) não teria punido se não soubesse de algo”, pontua o republicano.
A decisão aconteceu após o promotor Antônio Moreira da Silva ingressar com ação civil pública contra eles por causa de danos ao erário, provocado pela terceirização da saúde, por meio da contratação da Oscip Idheas para gerir o setor.
Paralelamente a isso, Ladeia, Jaconias e os parlamentares: Genilson Kezomae (PR), Haroldo Lima (DEM), Paulo Porfírio (PR) e Celso Ferreira (DEM), além do suplente Célso Roberto Vieira (PP), são investigados por uma Comissão Processante na Câmara. Eles são acusados de tráfico de influência, atos de improbidade administrativa e recebimento de propina.
Desde que a Justiça afastou todos, o município é comandado pelo prefeito em exercício Miguel Romanhuk (DEM). O democrata tem reclamado da dificuldade em captar recursos para o município devido a instabilidade política. O prefeito até anunciou corte de gastos, mas acredita não ser o bastante para resolver as demandas do município. Para tentar ajudar sua região, Wagner Ramos afirma estar em busca de convênios e que já existem alguns celebrados.
Parada na Justiça, ação de promotor contra Jaconias gera desgaste
Publicado; 28/06/2011 Filed under: Tangará da Serra | Tags: Antônio Moreira da Silva, Júlio César Ladeia, José Joconias, Oscip, Saúde Leave a comment »Andréa Haddad, Enviada Especial a Tangará da Serra – RD News
Quase um ano e dois meses após propor uma ação por improbidade administrativa contra 23 pessoas, incluindo o prefeito afastado de Tangará da Serra, Júlio César Ladeia (PR), o vice em exercício, José Joconias (PT), quatro vereadores e um suplente, o promotor Antônio Moreira da Silva ainda não obteve uma resposta da Justiça. Enquanto a morosidade parece pairar sobre o Judiciário, Jaconias aproveita o retorno ao Executivo para assegurar a pré-candidatura a prefeito com a promessa de “botar ordem na casa”.
Carismático, o petista é ex-presidente da Câmara e em 2008 venceu a disputa interna do partido, contra o vereador Zé Pequeno (PT), para ser vice na chapa de Ladeia. Agora o único empecilho à candidatura parece ser o promotor Antônio Moreira, que insiste numa resposta à ação civil pública. Em duas ocasiões, em 29 de maio e 9 de junho deste ano, o representante do MPE já chegou a solicitar providências ao corregedor-geral de Justiça, Márcio Vidal, sobre a conduta do juiz da 4ª Vara Cível do município, Claudio Roberto Zeni Guimarães, que ainda não se manifestou sobre o pedido, em caráter liminar, de afastamento dos cargos, suspensão dos direitos políticos e indisponibilidade dos bens dos suspeitos para assegurar o ressarcimento de R$ 6 milhões aos cofres do município.
O montante é referente ao prejuízo gerado, em apenas seis meses, com a contratação da Oscip Idheas pela prefeitura, em 22 de setembro de 2009. Apesar do parecer contrário do promotor e da assessoria jurídica da Câmara, o termo de parceria foi efetivado por Ladeia com o aval de cinco vereadores. Jaconias foi incluído na ação sob acusação de ter renovado o termo de parceria no período de cinco meses em que comandou a prefeitura durante o tratamento de saúde de Ladeia, que ficou tetraplégico em decorrência de um acidente de carro na MT-010, conhecida como estrada da Guia.
Segundo o promotor, o petista contribuiu para aumentar o “rombo” prorrogar o termo com a Oscip sem o aval da Câmara, conforme determina a Legislação. “O Jaconias fez a prorrogação contratual, não tomando as medidas necessárias para impedir as improbidades, pelo contrário, até a medida teve mais gravidade. Em 6 de janeiro de 2010, vencia o contrato e uma das exigências para a prorrogação era ter a autorização do Legislativo”, aponta. Ao prestar esclarecimentos ao promotor, o então secretário municipal de Saúde, Mário Lemos, também acusou o petista de ter desarticulado uma reunião do Conselho Municipal de Saúde em que seria apreciado um pedido de prestação de contas ao Idheas. As declarações foram incluídas na ação. “Segundo o Mário Lemos, Jaconias foi responsável pelo boicote. Uma pessoa ligou para todos os conselheiros se fazendo passar pelo presidente do Conselho de Saúde, desmarcando a reunião”, relata o promotor.
O petista, por sua vez, reage às acusações e nega ter mandado desarticular o encontro. Ele garante não ter encontrado outra alternativa a não ser prorrogar o termo de parceria com o Idheas, já que ao assumir a cadeira de prefeito 90% do gerenciamento do setor estava nas mãos da Oscip. “Eu tinha que fazer funcionar a saúde da nossa cidade. Não houve dolo, nem má-fé, mas medidas administrativas acertadas”, defende. Ele frisa que solicitou, em 25 de fevereiro de 2010, auditoria interna em todos os procedimentos firmados pela prefeitura com o Idheas.
Jaconias também assegura ter respondido de imediato à investigação da Polícia Federal com o rompimento do termo de parceria em 7 de abril do mesmo ano, data em que foi deflagrada a Operação Hygheia para apurar indícios de irregularidades nos contratos firmados pela Oscip com prefeituras do país.
RDTV de Tangará – vereadores reagem; MP reforça acusações



